Na próxima semana, os estudantes da USP poderão escolher que caminho o movimento estudantil de sua universidade deve tomar: se ele deve continuar distante da maioria dos estudantes, discutindo assuntos sem nexo com nosso cotidiano, ou se ele deve repensar sua atuação nos últimos tempos e voltar-se a construir um movimento legítimo, próximo de todos os estudantes da universidade, priorizando os assuntos da USP e lutando por uma universidade democrática e por um movimento estudantil também democrático.
Não são mais somente os alunos que clamam por mais democracia na USP – os funcionários, os professores e os próprios candidatos a reitor já manifestaram insatisfação com o modelo de gestão autoritário que temos atualmente – mais autoritário do que o que havia em 1968, quando a representação discente nos colegiados correspondia a 1/5, ou 20%. Com o AI-5 essa representação foi por água abaixo, mas na redemocratização do país, a educação não acompanhou o ritmo: em 1996, com a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), foi colocado aos estudantes a porcentagem de 15% de participação – menos, portanto, do que na própria época da ditadura militar. Porém, a USP tem a audácia de não respeitar nem a LDB, que já é bem antidemocrática com os seus 70% para docentes, 15% para funcionários e 15% para estudantes. A falta de democracia não paira no ar, ela interfere diretamente na sua vida.
A impossibilidade de reestruturar o currículo de seu curso, de afastar um professor que caiu de pára-quedas em seu departamento, de garantir que conquistas de permanência estudantil sejam colocadas em prática, etc, também são consequências da falta de democracia existente em toda a USP. Vamos juntos mudar essa história!
Nós, da campanha “Democracia na USP já!”, apresentamos a vocês nossa chapa para o DCE 2010: Para Transformar o Tédio em Melodia.
Acesse nosso blog: http://transformartedioemmelodia.wordpress.com/